The Danish Pastry Shop, Um Amor Luso-Escandinavo

The Danish Pastry Shop, Um Amor Luso-Escandinavo

The Danish Pastry Shop, Um Amor Luso-Escandinavo 3000 2204 Danish Pastry

O que leva um casal luso-dinamarquês a abrir uma pastelaria dinamarquesa em Queijas – localidade do concelho de Oeiras à beira da autoestrada que liga Cascais a Lisboa (A5) – e não na capital, atualmente tão procurada por negócios do género? O estacionamento abundante, as lojas espaçosas… e… o amor.

“Todo este projeto começou pelo amor entre mim e a Katrine”, recorda, com um sorriso estampado no rosto, Filipe Pereira, de 26 anos. Aos 19, já chef de cozinha, emigrou para a Dinamarca. Foi lá que, entre estágios em conceituados espaços de restauração, conheceu a jovem dinamarquesa, pasteleira também a iniciar a sua carreira. Até que, há cerca de um ano, chegou o momento de convencer a nórdica de 24 anos a mudar-se para Portugal para, em conjunto, fundarem a The Danish Pastry Shop.

“Não faz sentido abrir uma pastelaria dinamarquesa na Dinamarca. Mas em Portugal faz”, justifica Filipe Pereira, sentado numa das mesas do espaço da Rua Cesário Verde, cuja decoração inclui flores e xisto recolhidos pelo próprio casal. No dia a dia, é entre os dois que dividem a confeção das iguarias caseiras que servem aos seus clientes: ela trata dos bolos, “menos açucarados” do que os portugueses; ele, do brunch, que se tornou a especialidade da casa.

O prato, ideal para pequenos-almoços tardios ou almoços madrugadores, está, contudo, longe de ser a única criação dos jovens noivos. Entre elas, estão os “bolinhos de mousse”, que demoram três a cinco dias a ser fabricados, e o pão, feito com fermento fabricado pelos próprios ao longo de três semanas. “Há pessoas que vêm aqui de propósito só para comprar pão”, garante o chef, sem esconder que nunca esperou que a sua pastelaria tivesse tanto sucesso em apenas quatro meses.

“Houve um cliente que nos disse que a tarte de lima é tão boa como a que é feita pela avó. Não há maior elogio”, remata.

 

Fonte: JN